- Vou ter uma casa com uma cozinha inglesa e um jardim com um baloiço
- Vou passar férias às Caraíbas
- Vou mandar algumas pessoas à merda
- Vou pedir desculpa por ter falhado
- Vou mudar de emprego
- Vou ver os Lakers
- Vou aos States
- Vou fazer uma festa num barco
- Vou visitar todos os meus amigos
- Vou voltar ao Brasil
- Vou fazer um interrail
- Vou...
quinta-feira, 21 de abril de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
E nos entretantos...
terça-feira, 19 de abril de 2016
"Uma boa pessoa não pode ser racista"

Até ao dia de hoje nunca tive que "levar" com o preconceito da família de um namorado mas posso dizer que estou mais ou menos preparada para se isso acontecer um dia. Aprendi com os meus pais. A minha mãe tinha 21 anos quando conheceu o meu pai. O meu pai era negro e tinha vindo para a "terriola" jogar futebol (ou terminar a sua carreira). O cenário é fácil de prever, nomes feios e acusações para o meu pai, "encomenda" de serviços recorrendo a violência para o afastar da minha mãe, avô expulsa a minha mãe de casa, mãe e pai têm uma filha, família da mãe aceita a neta e anos mais tarde o pai. Os meus pais estiveram casados 20 anos, separaram-se há 7 o que quer dizer que passados 28 anos pouco ou nada mudou.
Até aos meus 14 anos passei por algumas situações de preconceito, numa dessas vezes tive 2 rapazes mais velhos atrás de mim a atirar-me com pedras e a chamar-me "preta". Alguns dos que lerem este texto irão dizer "preta" não é uma palavra feia, que é só a constatação da realidade. A esses respondo que "preta" é uma palavra feia consoante a intenção com que se diz. Naquele momento, "preta" foi dito com preconceito, com desprezo e pior de tudo com maldade. Se fosse hoje teria apresentado queixa, teria levado isso a tribunal e teria lutado para que essas pessoas fossem punidas. Naquela altura tive vergonha e demorei anos para contar aos meus pais.
Hoje não sinto tanto o preconceito mas não sou ingénua ao ponto de pensar que ele não existe. Por isso, fiquei um pouco incomodada quando na reportagem um indivíduo responde que "é normal no início o pai sentir alguma estranheza/desconforto por a filha namorar para um negro". Oi????É normal???Estranheza porquê? O rapaz é uma coisa estranha só porque tem outro tom de pele? Quer dizer então se o meu pai tiver "uma estranheza" por eu namorar um rapaz de cor clara também é normal?Ou aí já é racismo? Confundem-me estas pessoas que se assumem "não racistas" mas que acham "normais" atitudes discriminatórias. A verdade é que o racismo agora está mais camuflado, a maioria das pessoas diz que não é e bla bla bla mas depois quando o assunto é terem um neto, ou serem atendidos num estabelecimento ou até mesmo partilhar o banco do autocarro com uma pessoa negra já é um grande problema e um grande drama. A reportagem da SIC só veio provar isso mesmo, quantas pessoas se meteram para defender a filha que namorava para o "preto"? Uma? Duas? Não há prova mais eficaz do que essa, somos um país racista, não somos o mais mas somos um dos!
Hoje não sinto tanto o preconceito mas não sou ingénua ao ponto de pensar que ele não existe. Por isso, fiquei um pouco incomodada quando na reportagem um indivíduo responde que "é normal no início o pai sentir alguma estranheza/desconforto por a filha namorar para um negro". Oi????É normal???Estranheza porquê? O rapaz é uma coisa estranha só porque tem outro tom de pele? Quer dizer então se o meu pai tiver "uma estranheza" por eu namorar um rapaz de cor clara também é normal?Ou aí já é racismo? Confundem-me estas pessoas que se assumem "não racistas" mas que acham "normais" atitudes discriminatórias. A verdade é que o racismo agora está mais camuflado, a maioria das pessoas diz que não é e bla bla bla mas depois quando o assunto é terem um neto, ou serem atendidos num estabelecimento ou até mesmo partilhar o banco do autocarro com uma pessoa negra já é um grande problema e um grande drama. A reportagem da SIC só veio provar isso mesmo, quantas pessoas se meteram para defender a filha que namorava para o "preto"? Uma? Duas? Não há prova mais eficaz do que essa, somos um país racista, não somos o mais mas somos um dos!
segunda-feira, 18 de abril de 2016
quinta-feira, 14 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
E se ninguém fala dos 28...

- As dores nas costas ( E é aqui que a coisa fica difícil, dores nas costas, são aquelas dores que não te podes queixar porque afinal só tens 28 e um trintas vai achar que estás a gozar com ele)
- O sono ( Sexta-feira, 22h30, já estás a dormir no sofá e a babar para cima da almofada)
- A digestão (Achas que podes comer sem problema um saco de gomas, mais um pacote de bolachas e um twix sem ficares com azia/enjoada mas não podes)
- As rugas ( Até aos 27 nunca liguei nenhuma às rugas, nem sabia que existiam, depois dos 28 pensas que qualquer coisa na cara é uma ruga. Descansem, nem sempre é!)
- Férias = Spa ( Os planos com as amigas deixam de ser um fim de semana de copos no Algarve e passam a ser no Spa da Foz, trés chique)
- Pijamas ( No Inverno, é só pijamas polares e ai de quem diga que estão fora de moda)
- Decoração ( Começas a pensar na cor do quarto, na mesa para a televisão e essas merdas todas que finges sempre que não ligas nenhuma mas depois vai-se a ver e ficas 1 hora no IKEA para escolher a colcha da cama)
- Festivais ( Acampar deixou de fazer sentido, pagas o bilhete e mais uma estadia no hotel x para dormires descansado e não tomares banho de água fria)
- Marmitas ( Começas a sair de casa com o pc e mais a marmita às flores)
- Viagens (Neste assunto não muda nada, continuas a querer viajar e a não ter dinheiro para isso)
terça-feira, 12 de abril de 2016
Dois dias...
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Só quero...
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Pedaços de uma história

Cheguei e recebi o melhor abraço da nossa miúda, estava contente, era sexta-feira "dois dias só para brincar" disse-me entusiasmada. Seguimos para as compras, mãe e filha no meio da confusão de sexta-feira, mas tinha que ser, naquele dia ia fazer o teu arroz de pato, era o teu prato preferido, andavas tão cansado, tão ausente, queria fazer-te bem, queria animar-te. Depois de mais de 1h na fila, lá conseguimos pagar, a nossa miúda estava cansada, foi embalada pelo carro e adormeceu. Estava tanto trânsito, achei por bem mudar o percurso, segui pelo Marquês e...o meu coração parou. A fotografia que via era a perfeita, os beijos apaixonados, o olhar de namorados, os abraços já com saudades, só uma coisa estava errada. Ela não era eu! Quis parar, gritar, explodir, quis deixar-te, quis fugir, quis desaparecer, mas segui. Segui para casa, deitei a nossa miúda, chorei abraçada a ela. Passaram 2 horas, mas pareceram-me 10. Chegaste tranquilo, beijaste-nos às duas.
- Como foi o teu dia? Acabei por fazer horas extras hoje, estou cansado.
- Quero o divórcio
Eu e a campanha #esefosseeu
Quero lá saber o que a Joana Vasconcelos disse. Interessa-me o que eu levava, agora o que ela leva...
De braços atados...
Ficámos assim quando vemos as pessoas que amámos a passarem por coisas más. Não podemos fazer nada para ajudar, não podemos chegar lá e resolver, mudar as coisas. Ficámos ali a assistir, de braços atados, a dizer palavras bonitas e acolhedoras. Quando é connosco as palavras não resultam, quando é com os outros queremos que resultem, queremos que fiquem bem, queremos acreditar nisso. Esquecemos-nos que tal como acontece connosco, as coisas más só acabam com o tempo.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Como explicar...
as coisas "feias" que os adultos fazem a uma criança? Dan Gliesack responde com a melhor explicação de sempre.
"Quando recebem uma moeda, põem-na no mealheiro. O mealheiro está numa prateleira, no vosso quarto.
A vossa mãe sabe e, de vez em quando, vai lá contar o dinheiro, para saber se pouparam mais ou se o gastaram.Um dia, podem pensar: "Não quero que a minha mãe conte o meu dinheiro". E levam outro mealheiro para casa do João, para guardá-lo no quarto dele. Escrevem nele o vosso nome e põem-no na prateleira.
A mãe do João é muito ocupada e nunca tem tempo de ir ver o mealheiro dele. Por isso, podem guardar lá o vosso e será um segredo.Todos os miúdos do bairro acham a vossa ideia fantástica e todos levam um mealheiro extra para casa do João. Agora, a prateleira do João está cheia com os mealheiros de todas as crianças do bairro.Um dia, a mãe do João chega a casa e vê os mealheiros todos. Fica muito zangada e telefona aos pais de todas as crianças a contar.Nem todos fizeram isto por mal. O irmão mais velho do José rouba-lhe dinheiro do mealheiro, e ele só quis escondê-lo melhor.
O Joaquim quis poupar para comprar uma prenda de anos à mãe, sem ela saber. O Manuel só o fez porque achou divertido.Mas muitas crianças fizeram-no por más razões.
O Vasco andava a roubar o dinheiro do almoço aos colegas e não queria que os pais soubessem. O Miguel andava a roubar dinheiro da carteira da mãe. O Bruno estava a fazer dieta e não queria que os pais soubessem que ele andava a comprar doces.Na vida real, muitas pessoas importantes foram apanhadas a esconder os seus mealheiros em casa do João, no Panamá. Hoje, as mães descobriram. Em breve, saberemos mais sobre quais destas pessoas importantes estavam a fazê-lo por más razões e quais o faziam por boas razões.
Mas quase todos estão metidos em problemas, porque é contra as regras guardar segredos."
.
O (não) dia do pai
Não falo muito dele, nem aqui, nem nas conversas. É raro falar. Cada vez menos. Não é um pai como os outros, não liga a perguntar se estamos bem, não está presente no dia de anos, não está no Natal, não nos abraça e diz que vai ficar tudo bem. Com o tempo aprendi a percebe-lo, a entender o "desleixe", a falta de presença. Ele é assim! É a maneira dele, não por gostar mais ou menos de nós, mas porque é uma pessoa que não sabe, não sabe o que é preciso, é distraído, acha que crescemos por nós e que nunca foi preciso trocar a fralda, lavar os dentes, pentear o cabelo, dar de comer...Percebi que há pais assim, pais que não nasceram para ser pais, não porque não querem mas porque não sabem. A minha mãe faz os dois papéis, sempre fez. Sabe fazê-lo bem, sempre compensou a falta do pai. Parte-se em mil, tanto nos abraça e nos ama como nos puxa as orelhas e diz que estamos a fazer uma grande borrada. Sempre foi assim. Talvez por isso a "falta do pai" já há muito que não é um problema. Aprendemos a lidar com isso, a viver em paz com isso, sem cobranças e sem mágoas. Gostámos dele e ele gosta de nós, não é um pai como os outros mas é o nosso. Não é um bom pai, mas é o nosso pai, é nosso!
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Podia dizer que...
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