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terça-feira, 1 de novembro de 2022

Sou uma miúda certinha...

E a maioria das vezes gostava de não ser. Gostava de me esquecer que existe rotina, de não pensar em contas, de fazer o que me apetece, ir onde quero e quando quero. Gostava de bater o pé, dizer que não, ir só onde me apetece e estar só com quem quero. Gostava de virar o lugar do avesso, dizer tudo o que penso e não me importar com o julgamento. Gostava de mandar pessoas à merda!

Não sou assim, custa-me sair da linha, custa-me dizer o que penso, custa-me dizer às pessoas que não tenho paciência para as ouvir e que estou farta delas. Custa-me demasiado e não é suposto. É suposto sermos livres, não nos preocuparmos, vivermos sem medos, arriscar e ser felizes. Na teoria sei isto tudo, já na prática... 

Devia arriscar mais! Devia mudar de vida! Devia deixar-me de merdas....talvez um dia!

sábado, 15 de outubro de 2022

Mudanças...



 Acho que já todos nós passamos por momentos de mudanças, umas planeadas e outras inesperadas. Sou da opinião que qualquer que seja a mudança é sempre bom, mesmo que nem sempre se veja isso à primeira.

Confesso que não sou uma pessoa que muda constantemente, admito até que tento sempre resistir à mudança, porque é sempre difícil. Aindaa assim reconheço bem a importância de mudar, de arriscar, de viver no desconhecido. De todas as vezes que mudei (ainda que não tenham sido muitas) foi sempre para melhor. Uma das últimas foi despedir-me. Há 3 anos atrás, acabadinha de me casar, e eis que decido sair da empresa em que estava há quase 10 anos. Salário confortável, estava perto de casa, efetiva, tinha tempo para tudo e mais alguma coisa, mas...não estava realizada, e pior do que isso, sentia que o meu trabalho nunca fora reconhecido. Acho que foi esse sentimento que fez com que eu, numa tarde banal de trabalho decide-se, sem pensar muito na coisa, entregar a minha carta de despedimento. Foi uma decisão com o coração, nada racional, e posso dizer-vos que vim o caminho para casa todo a pensar: "Estou completamente maluca, o que vou fazer agora?". Depois fiquei dois meses à procura de trabalho, na minha área e na área em que tinha experiência, nada apareceu. Na minha cabeça tinha um prazo, não podia começar o início do ano sem trabalho, então fui trabalhar naquilo que apareceu, uma fábrica. Foi duro, chorei muito porque era uma realidade que desconhecia, mas como em tudo na minha vida, fui à luta e duas semanas depois aparecia outro trabalho melhor. Assim como que por magia a minha vida resolveu-se! É por isso que, ainda com medo, gosto da mudança, porque é com a mudança que crescemos, que aprendemos e que rejuvenescemos. Mudar de trabalho, mudar de casa, mudar de visual, mudar a nossa casa, mudar a nossa vida, mudar! Em todas as mudanças aprendemos e é para isso que aqui estamos, para aprender, aprender a viver, a olhar com olhos de ver, a valorizar, a respirar e a amar. Hoje mudei! E doeu-me! Mas mudei!
 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mudar a casa...

e não mudar de casa.
Gosto da casa onde estou agora não é minha mas gosto dela como se fosse. A verdade é que me imagino a viver lá para o resto da minha vida embora saiba que a probabilidade de ficar lá por muitos mais anos é bastante reduzida. Ainda assim gosto de comprar coisas, decorá-la, deixá-la mais gira. Também não gosto das coisas sempre no mesmo sítio então ando sempre a mudar. Hoje o sofá para aqui daqui a uns meses para ali, a mesa fica mais gira aqui. Claro que não faço isto todas as semanas (se assim fosse era sinal de que não estava no meu perfeito juízo) mas de vez em quando sabe bem mudar. As coisas ficam diferentes e eu fico mais feliz. Só coisas boas portanto.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Cidade vc aldeia (ou vilas)

Ontem na minha hora de almoço perguntaram-me se pudesse escolher se preferia manter-me a viver na vila ou voltar para a cidade. Acho que já vos falei desta característica espectacular da minha vida mas ainda assim volto a dizer. Sou natural de uma vila no norte do país (a melhor vila do país por sinal ahaha) mas quando terminei o secundário os meus pais decidiram mudar-se para o Porto levando-me a reboque e lá fiquei durante 10 anos. Entretanto comecei a trabalhar numa empresa em Valongo (a qual onde ainda estou). Acontece que passado 1 ano a empresa comunicou-me que iria mudar de instalações e que iria ser transferida para onde? Exatamente para a vila de onde sou natural. Ora bem, na altura eu uma jovem com 24 anos optei por não sair da empresa e seguir com eles para uma nova aventura. Pronto, agora que já estão enquadrados falemos da resposta que eu dei. Se eu pudesse escolher, ou mudar neste momento toda a minha vida pessoal, eu optava por voltar para o Porto. E porquê? Porque apesar de na vila ter melhores condições de vida (as casas são mais baratas, não há trânsito, é tudo mais calmo...) também tem coisas menos boas. Existem menos oportunidades profissionais, o facto de toda gente se conhecer nem sempre é bom e a minha família continua a viver no Porto e não aqui. Se com isto quero dizer que estou mal com a minha opção? Não, não estou mas lá está se a minha vida tivesse tomado outro rumo e se por algum motivo tivesse que escolher a maior probabilidade seria voltar para a cidade.
Daqui a 10 anos voltem a perguntar-me o mesmo e veremos se a resposta é a mesma. A parte boa da vida também é esta, podermos mudar consoante as fases da nossa vida.